Móveis e eletrodomésticos puxam vendas no varejo

22 fev

O setor de autosserviço perdeu seu destaque histórico no desempenho anual de vendas do varejo brasileiro. A Pesquisa Mensal do Comércio (PMC) relativa a dezembro do ano passado, divulgada ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), aponta os móveis e eletrodomésticos como o grupo de atividades com maior impacto no crescimento acumulado de 6,7% no volume de vendas do comércio varejista em 2011, ante 2010. Na mesma base de comparação, a receita nominal saltou 11,5%.

Na composição da taxa anual de crescimento, os móveis e eletrodomésticos participaram com 45,6% e o setor de supermercados, com 27,3%. Esses grupos de atividade cresceram, respectivamente, 16,6% e 4% em volume de vendas (confira cada atividade no quadro ao lado), na comparação 2011 ante 2010.

O economista da Coordenação de Serviços e Comércio do IBGE, Reinaldo Pereira, comenta que, ao longo do ano passado, o preço da alimentação subiu muito, enquanto móveis e eletrodomésticos registraram deflação. Além disso, acrescenta, há um conjunto de outros fatores – como maior oferta de crédito, aumento da renda e estabilidade de emprego – que favoreceu a aquisição desses produtos.

No segundo semestre de 2011, acrescenta o economista, o governo também começou a “desfazer” as medidas macroprudenciais, editadas em dezembro de 2010 para conter consumo e inflação. “Se a população fica mais rica, depois de garantir a comida, passa a gastar com supérfluo. Havia uma demanda reprimida”, explica.

Na opinião de Pereira, o crescimento anual de 6,7% é um bom resultado, embora aquém do registrado em 2010, de 10,9% para o volume vendas e de 14,5% em receita nominal.

Em relação ao mês anterior, na série com ajuste sazonal, o volume de vendas do varejo brasileiro cresceu 0,3% em dezembro de 2011 (variação idêntica à da receita nominal). E ante dezembro de 2010, o salto foi igual ao acumulado no ano, de 6,7%. Na mesma base de comparação, a receita nominal cresceu 10,1%.

São Paulo – A análise regionalizada da PMC mostra que em todo o Brasil houve resultado positivo para o volume de vendas acumulado em 2011. O estado de São Paulo registrou crescimento anual de 5,9%.

Na comparação dezembro ante novembro do ano passado, apenas São Paulo e Santa Catarina não registraram variação no volume de vendas do comércio varejista; 17 estados obtiveram crescimento e em 8 houve queda da taxa.

Na comparação dezembro de 2011 ante igual mês de 2010, apenas Sergipe apresentou desempenho negativo no volume de vendas, de 2,8%.

Em São Paulo, a variação chegou a 6,4%, próxima à da média nacional de 6,7%. Na mesma base de comparação, o desdobramento por tipo de atividade no estado mostra desempenho negativo para as vendas de combustíveis, tecidos, vestuário e calçados; além de livros, jornais, revistas e papelaria. No entanto, houve crescimento nas vendas dos hipermercados (4,9%); de moveis e eletrodomésticos (13,7%); artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (5,9%); equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação (49,8%); e em outros artigos de uso pessoal e doméstico (1,8%).

O potencial do pagamento via SMS no Brasil

16 fev

Ao longo da formação da sociedade, o homem adotou várias práticas para receber pelo seu trabalho. Há mais de 2000 anos, nossos ancestrais praticavam o escambo com o intuito de obter diferentes tipos de mercadorias. Com a necessidade de uma forma de pagamento mais prática, nasceu a moeda, que continua sendo utilizada até os dias de hoje.

Contudo, a constante busca por segurança nas transações e transporte de grandes quantias culminou na criação do dinheiro eletrônico, popularizado com o uso dos cartões de débito e crédito. Esse formato trouxe mais segurança, porém uma nova necessidade surgiu, é preciso mais mobilidade para utilização desse dinheiro. Poder fazer compras com segurança e em qualquer lugar através de um único aparelho, o celular, é a tendência.

Há muito tempo o celular deixou de ser objeto de luxo, passando a fazer parte do cotidiano da população brasileira. O aparelho também não é mais usado somente para fazer ligações e sim como um facilitador em diversas áreas, incluindo as transações financeiras, seja por meio de internet banking ou no varejo tradicional.

O pagamento através do celular é um recurso prático que pode ser utilizado por qualquer pessoa, com qualquer aparelho, por meio de mensagens de texto. A tecnologia SMS está presente tanto nos aparelhos mais simples, como nos de última geração, os smartphones, democratizando e facilitando a disseminação dessa tecnologia.

A Gartner, uma empresa líder mundial de pesquisa de tecnologia da informação, prevê que 2011 encerrará com mais de 141,1 milhões de usuários de pagamento móvel no mundo e o volume de pagamento via celular atingirá mais de 86,1 bilhões de dólares, 76% a mais do que o registrado em 2010. Um número bastante expressivo, que não pode ser ignorado.

Atualmente, já percebemos no Brasil algumas iniciativas de pagamentos através de celular que estão tendo sucesso. Uma delas é a adesão pelos taxistas. A utilização é bem simples. Quando a corrida é finalizada, o cliente envia um SMS com o número da empresa de táxi, do carro, da senha de quatro dígitos e o valor da corrida. Em seguida, recebe uma mensagem de autorização de pagamento.

Com a implantação de outras formas de pagamento móvel e a popularização entre os usuários, esse tipo de aplicação possui um grande potencial no Brasil. Uma pesquisa da Frost & Sullivan revela que o número final de transações de pagamentos móveis no Brasil atingiu um total de 3,9 milhões em 2010, com taxas de crescimento acima de 30%. Esse valor deve aumentar até o final de 2011, alcançando 5,1 milhões.

Tags:, ,

Mercado espera crescimento de 3% para volta às aulas

16 fev

A meta do setor gráfico para este ano é crescer 3% sobre o faturamento de R$ 29,7 bilhões alcançado em 2010 e, assim, compensar o baixo desempenho das exportações do setor, conforme dados da Associação Brasileira da Indústria Gráfica (Abigraf). Para isso, os fabricantes lançaram mão de novas linhas, sejam elas próprias ou de produtos licenciados.

O principal fator limitante do crescimento dos fabricantes de material escolar e papelaria, entretanto, é o péssimo momento vivido nas exportações, tanto pela desvalorização mundial da moeda norte-americana quanto pelo chamado custo Brasil. Segundo o presidente da Francal Feiras que organiza a Office Paper 2011 (feira do setor que está em sua 25ª edição), Abdala Jamil Abdala, o momento leva a maioria a priorizar o mercado nacional. “A saída para indústria nacional é a criatividade. Além disso, existe o licenciamento, que já faz parte das atividades do segmento”, acrescenta Abdala.

De acordo com dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), no primeiro semestre de 2011 as exportações brasileiras de produtos gráficos totalizaram US$ 130 milhões, representando aumento de apenas 0,4% comparado com o mesmo período do ano anterior. As importações totalizaram US$ 233,6 milhões, aumento de 45,5% em relação ao mesmo período do ano anterior. Os dados indicam déficit de US$ 103,6 milhões, o que representa aumento de 234% do saldo negativo da balança comercial do segmento.

O segmento de cadernos, sozinho, foi responsável pela exportação de US$ 13,7 milhões, uma queda de 14% em relação às vendas para o exterior no primeiro semestre de 2010, conforme o MDIC. Apesar disso, para a Abigraf, o mercado interno deve crescer no segundo semestre, puxado pela produção da indústria de cadernos, responsável por 3,5% do faturamento do setor.

Em mercados específicos, o crescimento projetado pode ser maior. A Federação das Câmaras e Dirigentes Lojistas do Rio Grande do Sul (FCDL-RS) prevê o crescimento de vendas em 15% nas papelarias gaúchas, nos meses de janeiro até março, em comparação ao mesmo período do ano passado. O índice, segundo o presidente da entidade, Vitor Augusto Koch, é esperado em virtude da redução de desempregados, o aumento do poder de compra da classe média e o crescimento do investimento em cursos técnicos e profissionalizantes.

A perspectiva é que na metade de fevereiro possa acontecer inclusive a falta de alguns produtos. Em função disso é aconselhável que os consumidores antecipem as compras, para ter o conforto de encontrar tudo o que precisam, contem com um atendimento mais qualificado e evitem as grandes filas.

O ingresso de novos alunos no Ensino Fundamental também impulsiona as vendas nesta época do ano, bem como os calouros do Ensino Superior. A melhor receita para o consumidor economizar na volta às aulas, é não postergar as compras para março, na véspera do calendário escolar. Com antecedência é possível pesquisar o mercado em busca de preços competitivos.

Tags:,

Varejo na região metropolitana de São Paulo fecha ano com expansão de 3,1%

15 fev

O faturamento do comércio varejista da região metropolitana de São Paulo (RMSP) fechou o ano de 2011 com um crescimento de 3,1% em comparação ao ano anterior. Com esses percentuais, isso representa um movimento total de R$ 151,4 bilhões visto ao longo do ano passado. -

Apenas no mês de dezembro o faturamento atingiu R$ 15,7 bilhões, alta de 3,5% das vendas reais ante o mesmo mês do ano anterior e de 26,6% em relação a novembro.

Os dados, que pertencem à Pesquisa Conjuntural do Comércio Varejista (e-PCCV), foram divulgados nesta terça-feira (14) pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) e pela consultoria e-bit.

Em 2011 o destaque ficou para o comércio eletrônico, que registrou aumento de 17% no faturamento ante 2010, e lojas de eletrodomésticos e eletroeletrônicos, cuja alta nas vendas foi de 9,3% na mesma base de comparação. Na relação dezembro sobre novembro, esses dois setores apresentaram avanço de, respectivamente, 5,6% e 33,6%.

Lojas de móveis e decoração também apresentaram aumento nas vendas em 2011, ao registrar variação de 7,6% sobre 2010. Em dezembro ante novembro, a alta foi de 16%. Comércio de vestuário, tecidos e calçados tiveram crescimento modesto ao longo de 2011 (1,7%), mas uma alta expressiva de novembro para o mês seguinte (85,2%). “Os dados apurados confirmam as previsões quanto ao bom desempenho de vendas do Natal, embora abaixo dos padrões observados em 2010″, afirma a Fecomercio-SP, em nota.

Faturamento

As quedas no faturamento no ano passado chamaram a atenção de especialistas, pois foram verificadas em segmentos que vinham mantendo um ritmo forte no quesito desempenho de comercialização de produtos nos últimos anos. Agora, porém, coube aos grupos farmácias e perfumaria um desempenho menos expressivo (-9,8%), além das lojas de departamento (-1,2%). Na comparação dezembro ante novembro, o único setor que apresentou queda foi o de lojas de materiais de construção (-7,8%).

Para ao longo deste ano, entretanto, vale a perspectiva mais voltado para a desaceleração nas vendas, por conta também do cenário global que deve segurar um pouco mais os ânimos dos consumidores. Mas segundo informações obtidas com especialistas da Fecomercio-SP, os resultados no final deste ano “podem surpreender” por conta da queda das taxas de juros ao consumidor e do aumento de 14% do salário mínimo no início do ano.

E-commerce brasileiro registra crescimento de 32% na primeira quinzena do ano

14 fev

Lojas virtuais faturam R$ 1,05 bilhão na primeira quinzena de 2012, com 2,78 milhões de pedidos realizados.
Os saldões da primeira semana de janeiro movimentaram o e-commerce brasileiro, gerando um faturamento de R$ 1,05 bilhões. Segundo levantamento do e-bit, foi registrado um aumento de 32% em relação ao mesmo período do ano passado, quando o valor foi de R$ 802 milhões. “Os números comprovam que o ano de 2012 vai quebrar recordes. As lojas virtuais devem investir em estrutura para conseguirem dar conta desse avanço de mercado”, diz Pedro Eugênio, CEO do Busca Descontos, portal responsável por trazer ao e-commerce brasileiro a Black Friday e o Boxing Day.

Em apenas duas semanas, foram 2,78 milhões de pedidos realizados pela internet, um crescimento de 35% comparado à mesma fase de 2011. Quanto ao valor do ticket médio, houve uma leve queda de 2%, passando de R$ 388 para R$ 379. O valor ainda é maior do que a média do ano passado inteiro, de cerca de R$ 350.

Outro dado positivo foi a redução nos atrasos das entregas, que no início de 2011 eram de 19% e caíram para 16%. Os produtos de alto valor agregado se mostraram como os preferidos dos consumidores. Os eletrodomésticos foram os mais vendidos, seguidos pelos de informática e eletrônicos. Em quarto lugar ficou o setor de casa e decoração, seguido de perto pelo de livros e revistas.

Momento da Verdade – Redefinindo o envolvimento por meio de tecnologia móvel

13 fev

Uma mente vazia é o paraíso do comerciante e é tão verdadeiro que, em última análise, toda estratégia de marketing de hoje é sobre as mudanças observadas no ciclo de comportamento do consumidor a partir de impulsos através do desejo com a demanda e sempre trouxeram soluções que se tornam parte de um paradigma de negócios. Vamos ver, como alguns deles têm revolucionado as estratégias de marketing; Momento da Verdade da P & G, que falou em mostrar o produto (primeiro momento da verdade) passou a trazer o merchandising visual e embalagem como um componente principal da estratégia de varejo; seguido de experiências sobre o consumo (segundo momento de verdade) para tornar-se o gabarito para o aprimoramento de produtos e inovação, depoimentos sobre os artefatos para incentivar as perspectivas no processo. Depois veio a época das pesquisas. A ressonância foi refletido no Momento da Verdade Zero do Google que são soluções bastante evidentes em termos de presença de termos em sites, recursos áudio-visuais em várias plataformas, palavras, o uso de anúncios de palavras-chave com que a busca perspectivas, para refletir no ranking de busca.

Em todo o paradigma mencionado acima, vemos reflexo do comportamento de compra e o que é mais atraente é fazer o cliente se envolver na hora certa, lugar certo e com mensagens diretas, sem dúvida.

O que se depara é que os dispositivos inteligentes estão se tornando cada vez mais destaque na vida de um indivíduo e, em alguns casos, eles acompanham o indivíduo com a fonte de entretenimento e essa relação de dispositivos inteligentes com fontes de entretenimento é da natureza simbiótica. Por isso, é muito importante para qualquer marca hoje estar presente para capitalizar sobre a mente vazia ou mente ociosa e ter opções de mobilidade em sua estratégia.

O Momento de verdade ganha mais força quando você verifica as estatísticas do uso de celular em um info-gráficos compartilhado abaixo sobre Mobile Marketing que indica que o uso da internet no celular vai ultrapassar o desktop em 2014.

86% dos usuários de internet móvel estão usando seus dispositivos para assistir TV , 29% dos usuários móveis estão abertos para a digitalização de um tag móvel (aplicações interessantes poderia aumentar o engajamento da marca), 91% do acesso móvel à Internet para se socializar (abordagem integrada com a mídia digital pode ter um efeito de longo alcance).

Interessante notar como as pessoas usam seus telefones celulares, 61% para jogos, 55% para o previsão do tempo, 50% para mapas/pesquisa, 49% para redes sociais, 42% para música, 36% para a notícia, 33% para o entretenimento, 25% para refeições e 21% para os vídeos.

Varejo 3.0: Estamos prontos?

10 fev
Para os varejistas e amigos do varejo que visitaram ou acompanharam através da mídia especializada as novidades da NRF (National Retail Federation – um dos mais importantes eventos do varejo mundial) deste ano, muito se falou sobre o novo varejo, o chamado 3.0.
O varejo 3.0 tem como principal característica a convergência ou fusão total entre todos os canais da empresa, sejam eles físicos ou virtuais, móveis ou de qualquer outra maneira que se apresentem ao consumidor. Na cabeça do consumidor de hoje, a marca é uma só.
Não importa se você compra na loja online e retira o produto na loja física, se a loja física lhe dá um desconto via celular toda vez que você adquire uma nova mercadoria, se a compra pode ser complementada no varejo físico através de uma compra online, tudo está integrando, não havendo espaço para empresas que tem imagens, posicionamentos e até mesmo preços diferentes em seus canais. Mais do que não entender, o consumidor não deseja isso.

Entretanto, minha intenção nesse artigo não está em explicar o que já está sendo explicado, ou o que já vem sendo apresentado em palestras, cursos e veículos desde o final do mês passado. A questão ainda está em buscarmos o básico.

Eu entendo que analisando o Brasil e o varejo de grande escala, saindo dos grandes centros e das grandes cidades, ainda estamos muito longe de um varejo conectado, 2.0, quanto mais ainda um varejo sinérgico com todos os meios digitais e sociais hoje já presentes em nossa cultura de consumo.

O grande varejo brasileiro, aquele varejo pulverizado difícil de catalogar e mensurar que todo mundo
conhece, e que compõe o grande número de todo segmento, vive ainda em sua maioria a cultura de balcão, uma cultura que pouco avançou, e que pouco avançou não por conta de uma ineficiência ou falta de perspectiva por conta do varejista, mas porque simplesmente seu consumidor ainda assim o deseja que permaneça por um bom tempo.

Mesmo se nos voltarmos ainda aos grandes centros, mesmo em redes de grande porte, há ainda muita lição de casa à fazer, coisa que preocupa muito mais o consumidor do que finalizar sua compra através de tablets ou etiquetas de RFID com caixas de autosserviço. Estamos falando de atender bem, vender bem, e tantas outras coisas que no dia a dia nos deparamos e até mesmo nos surpreendemos.
Acredito que o amigo leitor irá concordar que ainda se surpreende quando encontra um bom atendimento, quando deveria ser exatamente o oposto.
Proponho um desafio: Quem se habilita a ter o melhor atendimento do país? Quem se habilita a realmente vender bem, e não apenas vender muito (uma coisa irá gerar outra, com certeza, mas o contrário nunca funciona da mesma forma)? Quem se habilita a ao invés de pronunciar que tem o melhor ou menor preço, comprar a briga de ter o melhor atendimento?
Fonte: Caio Camargo, Falando de Varejo

50% dos brasileiros com internet acessam diariamente

9 fev

Metade dos usuários de internet no Brasil acessam diariamente a internet. Foi o que constatou pesquisa realizada no mês de agosto de 2011.

Foi um aumento de 9 pontos percentuais a partir de abril de 2011, e 13 pontos percentuais maior do que o levantamento do mesmo mês, dois anos antes. O eMarketer estima que existam 78,3 milhões de usuários de internet no Brasil em 2011, o que significa cerca de 42 milhões de pessoas acessaram a web a cada dia.

A previsão é que o Brasil terá 98,5 milhões de usuários de internet até 2015. Para a taxa de hoje de acesso diário, isso se traduz em quase 50 milhões de usuários on-line todos os dias.

E-commerce fatura R$ 1,05 bi com saldões

8 fev

Os saldões de janeiro registraram 2,78 milhões de pedidos realizados pela internet, que resultaram em um faturamento de R$ 1,05 bilhão, de acordo com as informações da empresa especializada em e-commerce, e-bit.

O número de pedidos aumentou 35% em relação ao ano passado e o faturamento registrou uma elevação de 32% em relação ao mesmo período em 2011.

No entanto o preço de ticket médio teve queda de 2%, caindo de 388 reais para 379 reais. Segundo a diretora da e-bit, Cris Rother, “Ainda assim, esse valor [do ticket médio] é maior que a média do ano inteiro de 2011, quando os gastos com as compras online ficaram próximos dos R$ 350.”
Os atrasos nas entregas dos produtos também registraram uma queda em relação ao ano anterior, passando de 19% para 16%.
Em primeiro lugar na lista de produtos mais pedidos estão os eletrodomésticos, seguidos dos itens ligados à informática, e em terceiro lugar os “eletrônicos”. Um dos possíveis fatores para a queda do valor do ticket médio foi a entrada das categorias “Saúde, Beleza e Medicamentos” e “Moda& Acessórios” em sexto e oitavo lugar, respectivamente.
De acordo com dados divulgados pela eMarketer, o mercado de compras online deve crescer 21,9% em relação a 2011, o que representa um acréscimo de US$ 19 bilhões.  A pesquisa também mostra que a partir de 2013, o Brasil deve responder por mais da metade das vendas online na América Latina.

Smartphones revolucionam tendências de consumo

6 fev

O relatório de fevereiro do site de tendências Trendwatching traz observações imperdíveis sobre o futuro do consumo por usuários desmartphones. Ele aponta que estes estão permitindo aos consumidores abraçar um novo mundo onde podem descobrir mais sobre quase qualquer coisa que encontrem pelo planeta, a qualquer hora – além, claro, de poder comprá-las.

Em um dos relatórios de tendências para 2012,  falou-se em POINT & KNOW (APONTE & SAIBA) como uma das grandes possibilidades de crescimento de consumo. Agora, é apresentado como POINT-KNOW-BUY (APONTE-SAIBA-COMPRE) reformulará as expectativas dos consumidores com relação à informação, além de seu comportamento de busca e os seus padrões de compra.

Com busca de texto e informação de texto atualmente disponível para a maior parte das pessoas durante a maior parte do tempo, a corrida está em adicionar um elemento do mundo real (que seja útil) – e, quando dizemos “mundo real”, estamos falando do mundo de objetos e pessoas.

Neste novo ano, vamos presenciar uma mistura do que é conhecido (Apps! Realidade Aumentada!) e do que é muito conhecido (códigos QR!) para trazer informação a respeito de objetos (e até de pessoas) que os consumidores encontram no mundo real de modo instantâneo.

E, assim como algumas outras tendências, é a multiplicação dos smartphones (sempre no bolso) que vai alimentar o auge do POINT & KNOW  (ou Aponte e Conheça) nos próximos 12 meses. Afinal de contas, a necessidade e expectativa por informação e acesso instantâneos a tudo que se quer saber já está profundamente enraizado no consumidor SEE-HEAR-BUY (VER-ESCUTAR-COMPRAR).

Use o POINT & KNOW de maneira prática: adicione profundidade de informações, comunique histórias, origens, comparações de preço, avaliações, ecommerce e assim por diante, ou, por favor, apenas se divirta um pouco com isso! Exemplos:

  • Google Goggles é um aplicativo gratuito de reconhecimento de imagens que permite aos usuários fazer buscas com base em fotografias tiradas por um aparelho portátil. Ao tirar fotos de objetos, lugares ou códigos de barras de produtos, os usuários podem receber mais informações.

  • Lançado em novembro de 2011, o aplicativo Amazon Flow permite aos usuários acessar informações sobre produtos – e comprá-los – usando reconhecimento de imagem. Além de livros, música e filmes, muitos outros produtos que temos em casa podem ser reconhecidos.

  • Ah, e será que em 2012 finalmente verá o ponto de mutação para os códigos QR codes, o vovozinho das tecnologias POINT & KNOW? Hoje, eles estão em todo lugar, e graças aos smartphones, os consumidores finalmente podem estar começando a se deixar encantar por eles.Em setembro de 2011, a Ralph Lauren apresentou códigos QR customizados em suas lojas, com o jogador de pólo que é o logo da marca. Ao escaneá-los, os usuários podiam ganhar ingressos para o torneio de tênis US Open ou comprar produtos no site Ralph Lauren M-Commerce. Outras marcas de luxo como, Louis Vuitton, também estão enfeitando seus códigos QR. E, veja bem, uma vez que até as marcas de luxo pegam o bonde.
  • Em outubro de 2011, a Starbucks revelou uma promoção com códigos QR feita para mostrar aos consumidores seu aplicativo de pagamentos móveis e falar sobre seu café.
  • A coleção “Ask Clogs”, da marca de calçados canadense John Fluevog incorpora um código QR na sola de cada sapato. Os códigos levam a vídeo da produção daquele item específico – desde os primeiros estágios da fabricação até chegar à loja.

  • Aberta em outubro de 2011, a eBay Inspiration Shop em Nova York foi o resultado da colaboração entre o site de comércio eBay, o estilista norte-americano Jonathan Adler e uma seleção de “formadores de gosto” como celebridades, editores, blogueiros e produtores. A vitrine virtual apresentava uma seleção de produtos eletrônicos, de moda e automotivos e, para comprar os itens instantaneamente, os compradores tinham que baixar o aplicativo móvel do eBay e escanear o código QR.

  • O leafnap é um aplicativo gratuito que utiliza tecnologia de reconhecimento visual para permitir que os usuários identifiquem várias espécies de árvores ao tirar fotos de folhas.
  • O WeBIRD permite que qualquer pessoa com um smartphone grave o pio de um pássaro, envie por wireless a um servidor e (depois de alguns segundos) receba identificação positiva sobre a espécie do pássaro. O WeBIRD espera estar disponível ao público a tempo da migração de primavera (primeiro semestre no hemisfério norte) em 2012.
  • O aplicativo de música Shazan (que faz muito sucesso oferecendo um software de reconhecimento de música que permite aos usuários identificar qualquer canção que escutem, em qualquer lugar que estejam, compartilhem e/ou comprem a faixa), registrou aumento de 100% por semana nos downloads do app a cada semana nos doze meses que precederam junho de 2011, com mais de 125 milhões de usuários marcando quatro milhões de músicas todos os dias. Em setembro de 2011, o Shazam também anunciou que mais de US$ 100 milhões tinham sido gastos a cada ano em música digital por meio do aplicativo. Confira também o serviço similar Midomi SoundHound, que está fazendo parceria com o Spotify.

  • Criado pela Universidade Carnegie Mellon University, o PittPatt é uma ferramenta de reconhecimento facial que permite aos usuários encontrar indivíduos a partir de fotos ou vídeos. O software de detecção de rostos é capaz de localizar rostos humanos e combiná-los a fotografias do Facebook e do Google Images, identificando indivíduos em menos de 60 segundos. O PittPatt, ainda em desenvolvimento, foi adquirido pelo Google em julho de 2011.
Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.